FC Santa Cruz

Ave-Cruz termina empatado em 1 a 1; no sorteio, Santa Cruz leva a Taça Oktoberfest 30 anos

09/03/2014
Um jogão, com a cara de “Segundona”. O clássico de número 110 das histórias de Santa Cruz e Avenida, disputado na tarde deste domingo, 9, no estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul, acabou empatado em 1 a 1. Porém, desde a manhã de sábado as polêmicas com ingressos e foguetes nas concentrações alheias colocaram fogo na partida. Os fatos extra-campo inflamaram a partida, que encerrou com uma pequena confusão entre os atletas, logo apartada pelos colegas.
Os gols do Ave-Cruz 110 forma marcados por Miro Bahia para o Avenida, aos 25 minutos do segundo tempo, e Éder Machado, de pênalti, aos 35 também da etapa final.

Como não houve vencedor dentro de campo, no cara e coroa, o Santa Cruz sagrou campeão da Taça Oktoberfest 30 anos. O presidente Walcyr Dallarosa ergueu o caneco e comemorou com os atletas no vestiário.

NA TABELA

Na tabela esta rodada marcou o fim dos 100% de aproveitamento das três equipes que ainda estavam impecáveis. O Marau empatou com o Santo Ângelo e o Ypiranga com o Panambi. E como o Santa Cruz também ficou na igualdade com o Avenida, a rodada mantém o Galo como melhor campanha da competição e líder do Grupo B. O ponto conquistado fora de casa mantém o Periquito no G4, agora na terceira colocação do Grupo A.

PRÓXIMA RODADA

Na próxima rodada, o Galo tem pela frente mais um desafio de gigantes. Visita o Inter-SM no jogo que acontecerá no estádio Presidente Vargas, na próxima quarta-feira, às 20h30, em Santa Maria. O Avenida, por sua vez, também tem uma pedreira. Recebe o Brasil de Farroupilha nos Eucaliptos, no mesmo dia e horário, em Santa Cruz do Sul. O Portal Gaz e a Rádio Gazeta acompanham tudo ao vivo.

POLÊMICAS PRÉ-CLÁSSICO: APERTO DE MÃO NOS INGRESSOS E FOGUETE NA MADRUGADA

Antes da bola rolar para o clássico, duas polêmicas movimentaram e muito os ânimos de direções e torcedores. Uma pra cada lado. Pelo lado do Avenida a maior bronca. Segundo os dirigentes do Periquito, havia ficado acertado no congresso técnico da competição, em dezembro de 2013, antes mesmo do sorteio do mando e dos grupos da competição, que o clube alviverde teria direito a 30% dos ingressos para o clássico, onde quer que ele acontecesse. “Apertei a mão do representante do Santa Cruz em Porto Alegre, em frente ao presidente Francisco Novelletto. Porém, a direção não cumpriu esse acordo”, comentou o diretor de futebol Guilherme Eich.

Pelo lado do Galo, o diretor e ex-presidente carijó Darci Fischborn, que esteve na mesma reunião, a visão sobre o assunto é diferente. “Essa conversa nunca houve. As equipes mandantes podem dar até 30% dos ingressos para o visitante, mas você já viu o clássico Gre-Nal, ou o Rio-Nal, que aconteceu na semana passada em Santa Maria? É sempre 10%”, rebateu Fischborn.

Por outro lado, Darci disparou uma reclamação à conduta do adversário. “Por volta das duas da madrugada, houve um carro que passou na frente do hotel onde estava a nossa concentração e largou um foguete. Sabemos que foi um carro branco, um torcedor do Santa Cruz anotou a placa e nós já sabemos quem foi”, disse. Nos bastidores, algumas pessoas ligadas ao Galo deram a entender que o carro pertencia a Guilherme Eich. “O que vou comentar? Isso é ridículo. Eu jamais faria algo desse tipo”, ponderou Eich. Por sorte, e bom senso, as polêmicas ficaram só nisso.

TORCIDAS

Em sua grande maioria, a torcida foi cordeira, e fez uma grande festa. Foi o clássico com melhor público dos últimos anos em Santa Cruz. Um grupo de fãs do Galo, no entanto, foi para os Plátanos mais para procurar confusão do que para torcer para sua equipe. Formado por cerca de 20 integrantes, a maioria sem camisa, estes torcedores entraram depois que a bola já estava rolando e se dirigiram ao portão que divide a torcida da casa da visitante. O grupo gritava e provocava a torcida do Avenida, que em dado momento reagiu e foi de encontro aos adversários. A Brigada Militar, que estava com cerca de 10 homens apenas naquele ponto crítico, logo agiu e acalmou os ânimos.

O JOGO

1° TEMPO

Ambas os técnicos mudaram em alguma pocisção suas equipes. Tonho Gil manteve Teda na vaga de Renato Saldanha – que nem foi relacionado – e ousou abdicando dos três volantes no meio colocando o meia Bruno Flores ao lado de Matheus Kappel. Por sua vez, Régis Amarante resolveu manter o time praticamente igual ao que venceu o Nova Prata, colocando apenas o volante Elias na lateral-direita, que já teve quatro atletas diferentes em cinco partidas.

Como já era de se esperar, o primeiro tempo foi muito pegado. Mais compactado, o Avenida teve as melhores chances no primeiro tempo. Aos 4, Miro Bahia tabelou com Vinícius e cruzou na área. A zaga do Galo cortou. Dois minutos mais tarde, Kappel tentou na vitória pessoal, Éder correu, mas Altair salvou providencialmente. Bonitos lances.

Aos 15, Miro Bahia levou um tostãozinho e virou dúvida. Alexandre e Anderson Oliveira aqueceram, mas Miro retornou. E retornou para ser o destaque da equipe no restante da primeira etapa. Aos 22 ele tabelou com Vinícius, que achou Clodoaldo se infiltrando na esquerda. O atacante cruzou rasteiro e Fernando Gaúcho estava lá para incomodar, mas não para fazer.

ÉDER QUASE FAZ

O Avenida era melhor, e ganhava a partida na meia-cancha. Bem marcado, Éder passou a vir para o meio para buscar o jogo. Aos 25, Márcio ganhou do marcador, cruzou na área e Éder quase alcançou a bola. Tirou um fininho da pelota. Foi a melhor chance da primeira etapa.

O Galo se assanhou, e dominou até o apgar das luzes na primeira etapa. Aos 32, Tiago Rannow ganhou do marcador, invadiu a área e chutou ao lado da trave. Tirou tinta da meta de Vanderlei.

Aos 38, após cobrança de escanteio na medidada de Rannow, Caio desviou, Éder Machado jogou para o meio da área e Teda soltou o petardo. A bola foi por cima. O Avenida ainda levou perigo com Clodoaldo e Miro, em dois lances de contra-ataque, mas a defesa carijó manteve o placar inalterado ao final da primeira etapa.

2° TEMPO

Na volta dos vestiários, Tonho colocou Natan na vaga de Diego Borges, que já tinha amarelo, e Régis trocou Clodoaldo por Anderson Oliveira. Duas trocas de seis por meia dúzia. O resultado, porém, em campo, foi providencial. O Santa cruz voltou muito acelerado, e em 10 minutos levou tanto perigo quanto em todos os primeiros 45. Aos 3, Bruno Flores alçou na área e Éder Machado por pouco não alcançou. Aos 6, Geison limpou o marcador e tocou na zaga. Se passasse, Éder ficaria cara a cara com Vanderlei.

A partir dos 10, o Avenida voltou a equiparar as ações, equilibrando o duelo. O clássico viveu um momento de muitos chutões e um perde e ganha danado na meia-cancha. Por sorte, a partida melhorou logo.

Aos 17, dois lances que quase mudaram a história da partida. Em cobrança de falta venenosa de Miro Bahia, Altair desviou e quase matou Juliano, que defendeu em dois lances. Quase sobrou para Fernando Gaúcho abrir o placar. De nove para nove. No contra-ataque, Caio mandou na velocidade para o ataque, Éder ganhou da marcação, entrou livre na área e tocou por cima do gol. O melhor lance da partida até então.

O PREDESTINADO ALEXANDRE

O jogo ficou voltou a ficar um pouco amarrado, até Éder colocar fogo no time do Galo novamente. Aos 25, ele driblou Altair e chutou cruzado na pequena área. Geison quase chegou. Imediatamente, o meia Alexandre, que veio do Cruzeiro e entrou no BID na sexta-feira, entrou em campo na vaga de Fernando Gaúcho. Ele entrou e mudou o jogo.

No primeiro toque dele na bola, aos 29, em contra-ataquem o Canhoto Mágico driblou dois marcadores, achou Vinícius livre na esquerda e este cruzou na medida para Miro Bahia. O camisa 10 do Periquito, livre, leve e solto, chutou na categoria, de chapa, sem chances para Juliano. Periquito 1 a 0.

O tento fez os técnicos agirem rápido. Régis fechou o time e colocou Bocha na vaga de Wellinton. Tonho colocou Lelo e Marquinhos nas vagas de Geison e Matheus Kappel. E no primeiro lance com eles em campo… Gol. Aos 35, Tiago Rannow cobrou falta da intermediária, Éder desviou e a pelota foi tocada pela mão por Altair. Pênalti. Ele cavou, ele cobra. O goleiro Vanderlei caiu para um lado, El Loco mandou para o outro e foi para a torcida… Do Avenida! Mandou a torcida de seu ex-clube ficar queita, e comemorou com os fãs do carijó. Empate.

GALO SE INFLAMA E CARLOS ALBERTO É EXPULSO

O gol inflamou o Galo, que passou a cavar faltas próxima à área de Vanderlei, e levar muito perigo. Foi assim aos 33 e aos 36. Os dois lances com Rannow. No primeiro, Serjão cortou. No segundo, Rannow mandou na trave. Aos 37, Carlos Alberto deu uma pegada forte em Lelo, e como já tinha amarelo, levou o vermelho. Aí só deu Galo. Aos 39, Márcio experimentou de fora da área e mandou no travessão de Vanderlei novamente.

Aos 40, Marquinhos driblou Márcio Tinga, cruzou na área, Lelo tomou a frente e foi derrubado por Vinícius. Pênalti não marcado. Aos 42, Alexandre foi derrubado na área, e novamente o árbitro não deu nada. Depois do apito final, Éder Machado e Altair, e Bocha e Tiago Rannow trocaram empurrões. Rannow saiu de campo machucado no rosto.

FICHA TÉCNICA
DIVISÃO DE ACESSO – GAUCHÃO 2014 – SÉRIE A2
SANTA CRUZ x AVENIDA

SANTA CRUZ
Juliano; Tiago Rannow, Caio, Teda e Márcio; Felipe, Diego Borges (Natan), Bruno Flores e Matheus Kappel (Marquinhos); Geison (Lelo) e Éder Machado
Técnico: Tonho Gil

AVENIDA
Vanderlei, Elias, Sérgio Rafael, Altair e Vinícius; Carlos Alberto, Márcio Tinga, Wellinton (Bocha) e Miro Bahia; Clodoaldo (Anderson Oliveira) e Fernando Gaúcho (Alexandre)
Técnico: Edi Carlos

GOLS
SANTA CRUZ: Éder Machado, de pênalti (35min/2°T)
AVENIDA: Miro Bahia (25min/2°T)

AMARELOS
SANTA CRUZ: Diego Borges, Teda, Márcio, Natan
AVENIDA: Carlos Alberto (dois), Miro Bahia (terceiro), Anderson Oliveira, Miro Bahia, Vinícius, Márcio Tinga

VERMELHO
AVENIDA: Carlos Alberto

DATA E LOCAL
Domingo, dia 9 de março de 2014, no estádio dos Plátanos, em Santa Cruz do Sul

FOTOS DA PARTIDA:

Texto e fotos: PortalGaz

MELHORES MOMENTOS:




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